Anatel quer proibir bloqueio de aparelho celular

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Da Agência Estado
13/01/10 – 19h04

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quer proibir as empresas de telefonia de fazer o bloqueio de aparelhos celulares. O objetivo é permitir ao cliente usar o telefone com diferentes chips, de operadoras distintas. Na opinião da relatora do processo sobre o tema, conselheira Emília Ribeiro, a medida vai baratear o preço das ligações, já que o cliente poderá optar pelos serviços de mais de uma empresa de telefonia, estimulando a competição.

A proposta estará na pauta da primeira reunião de 2010 do conselho diretor da Anatel, que ocorrerá no dia 21 deste mês. Emília explica que, se seu parecer for aprovado, será editada uma súmula com uma nova interpretação do regulamento da telefonia celular, dizendo que o desbloqueio do aparelho é um direito do cliente e pode ser feito a qualquer tempo, sem nenhum custo adicional.

Segundo a conselheira, as empresas argumentam que o bloqueio é necessário como uma espécie de fidelização do cliente que adquiriu um aparelho subsidiado, por um valor menor, ou até o recebeu de graça. A maioria das empresas oferece esse tipo de plano aos consumidores, que pagam pouco pelo aparelho, mas ficam atrelados aos serviços da operadora. A Anatel quer deixar claro, na súmula, que o bloqueio não pode ser imposto como contrapartida à concessão de benefícios.

“O aparelho é da pessoa e ela utiliza como quiser. Se comprou subsidiado, está no contrato e ela está pagando pelo aparelho no tempo de fidelização”, afirmou Emília à Agência Estado . Ao todo existem no País 170 milhões de celulares em operação. A Anatel não dispõe de dados que comprovem quantos destes aparelhos estão bloqueados.

Na avaliação de Emília Ribeiro, o celular bloqueado impede que o consumidor tire vantagem da competição entre as empresas, que oferecem planos diferenciados para os serviços. A conselheira cita o exemplo de um cliente que, em viagem, queira utilizar um chip de uma operadora local para não pagar interurbanos, mas é impedido porque o celular é bloqueado.

“Essa é uma medida muito simples, queria que tivesse sido um presente de Natal, aprovado no ano passado, mas pode ser um presente de Ano Novo”, afirmou. A súmula entrará em vigor imediatamente após ser aprovada e publicada no Diário Oficial da União.

Emília lembra ainda que o bloqueio impede também que outros tipos de benefícios aos usuários sejam colocados em prática, como a portabilidade, que permite ao cliente mudar de operadora e preservar o número de telefone. Segundo ela, uma pessoa que optar pela portabilidade terá de comprar outro aparelho, porque o celular só pode ser desbloqueado pela operadora que vendeu o telefone.

A Procuradoria da Anatel, em seu parecer sobre o assunto, disse que o bloqueio do celular não é compatível com o princípio da liberdade de escolha e com o princípio da livre concorrência. Em seu relatório, Emília cita ainda entendimento do Ministério da Justiça, que diz que a contrapartida ao subsídio dado pela operadora ao aparelho “se dá pela permanência do consumidor na rede da operadora e não pelo chip que o consumidor opta por inserir em seu aparelho celular”.

Celulares lideraram vendas na internet em 2009, aponta MercadoLivre

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Do Valor OnLine
13/01/10 – 18h32

SÃO PAULO – Os aparelhos celulares foram os produtos mais vendidos no MercadoLivre.com no ano passado, mantendo a posição obtida em 2008. Em segundo lugar, ficaram os acessórios para celular, que subiram uma posição na mesma base comparativa.

Em seguida, aparecem as câmeras digitais, no terceiro lugar, e os acessórios para veículos, em quarto. Em 2008, esses produtos ocupavam a quinta colocação. Já o MP3 e o MP4 caíram do segundo lugar no ano retrasado para o quinto em 2009.

As roupas masculinas foram destaque, tendo escalado três posições em relação a 2008, ocupando o sétimo lugar do ranking de produtos mais vendidos no MercadoLivre.com, no ano passado. Já perfumes e fragrâncias, que, em 2008, nem estavam na lista, já estão entre os dez produtos mais vendidos.

Na análise por categorias de produtos, os aparelhos celulares e de telefonia ocuparam a liderança em 2009, com 20%, seguidos por produtos de informática, com 15%, e acessórios para veículos, com 9%.

Em 2008, o primeiro lugar era ocupado pela categoria de Informática, com 18%, seguido por Celulares e Telefonia, com 13%, e Acessórios para veículos com 9%. ” O sucesso de determinados produtos acaba impulsionando também a própria categoria. Por isso, a semelhança entre os dois rankings ” , explica o diretor de Marketing e Comercial do MercadoLivre.com no Brasil, Helisson Lemos.

Na opinião de Stelleo Tolda, COO do MercadoLivre.com, o ranking indica o perfil do internauta que compra via web. ” Podemos observar três ondas de consumo ao analisarmos as vendas pela internet. Há as categorias de tíquete médio baixo, como CDs, DVDs e livros, que indicam um movimento de quem começa a comprar pela web ” , afirma.

Uma segunda onda compreende a compra de itens de tecnologia e informática, que têm preços um pouco mais elevados e hoje configuram a categoria principal no comércio eletrônico. O movimento sofre influência das novidades em termos de produtos, que estimulam o consumidor a procurar novos itens e acessórios.

Uma terceira onda é observada em mercados mais maduros e consiste na busca de produtos relacionados a estilo de vida, segundo Tolda. Estão incluídos nesta categoria peças de vestuário, perfumes, saúde e beleza, além de itens para casa e decoração. ” E já começamos a perceber a evolução deste comportamento em 2009 ” , afirma.

(Karin Sato | Valor)

LG quer impulsionar vendas de celulares em 20%, aposta em Android

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Da Reuters – Por Rhee So-eui
13/01/10 – 11h47

A LG Electronics, terceira maior fabricante mundial de celulares, planeja elevar em 20 por cento suas vendas no segmento este ano e vai usar o sistema operacional Android, do Google, para reforçar sua linha de smartphones.

A empresa sul-coreana enfrentará forte concorrência em 2010, devido à sua posição relativamente fraca no próspero mercado de celulares inteligentes, diante da Apple, Research in Motion e Nokia.

A LG anunciou na quarta-feira meta de vender 140 milhões de celulares este ano, depois de vender 117 milhões no ano passado, e conquistar cerca de 10 por cento do mercado mundial.

“A LG deve conseguir registrar ganhos em termos de volume, mas as margens sofrerão pressão se o crescimento se concentrar nos modelos baratos”, disse Han Eun-mee, analista da HI Investment & Securities, de Seul.

A LG concentrou suas atividades em celulares dotados de amplos recursos nas pontas mais barata e mais cara do mercado, mas ficou para trás no mercado de celulares inteligentes, onde sistemas operacionais e software importam.

“Um aparelho sozinho não basta para sustentar um negócio”, disse Skott Ahn, presidente-executivo de comunicações móveis da LG, em entrevista coletiva. “Precisamos construir um sistema sob o qual consumidores, operadoras de telefonia móvel e fornecedores de software sejam capazes de trabalhar juntos de maneira efetiva.”

Ele acrescentou que a LG tinha planos de desenvolver um sistema operacional próprio para celulares.

A LG, que está atrás da finlandesa Nokia e da rival sul-coreana Samsung Electronics no mercado de celulares, deve lançar cerca de 20 celulares inteligentes este ano, e mais de metade deles trarão o sistema operacional Google Android.

“O desafio é que qualquer fabricante que precise atrair os consumidores está dependendo fortemente do Android no momento, porque o Symbian e o Windows Mobile estão em fase de redesenvolvimento”, disse Ben Wood, diretor de pesquisa na consultoria CCS Insight.

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