Grandes produtoras de jogos reagem a iniciantes do iPhone

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Empresas investem publicidade para melhorar no ranking de aplicativos.
Maioria dos 13 mil jogos na App Store são de pequenas produtoras.

15/07/09 – 12h21
Da Reuters

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À medida que o iPhone se torna um aparelho popular para jogos, grandes produtoras de videogames estão ampliando a competição com empresas menores que encontraram sucesso inicial no celular da Apple.

Com marcas conhecidas e bons recursos financeiros, produtoras como Electronic Arts, Gameloft e Glu Mobile desfrutam de grandes vantagens. Mas as empresas ascendentes, tais como ngmoco, Digital Chocolate e Tapulous, se provaram competentes em desenvolver suas marcas, até o momento.

A App Store, da Apple, oferece cerca de 13 mil jogos – muitos criados por pequenas produtoras –, e conquistar a atenção dos consumidores é um desafio. Os rankings de download são essenciais para o sucesso, já que os usuários tendem a procurar jogos nas listas dos mais populares.

“Ainda que os principais jogos para o iPhone sejam hoje trabalho de produtoras independentes, as grandes companhias vão contra-atacar”, disse Jeremy Liew, diretor executivo da Lightspeed Venture Partners, uma empresa de investimentos que injetou recursos em produtoras de jogos sociais.

“O iPhone só oferece uma maneira dos jogos serem descobertos, hoje, e isso favorece as grandes produtoras, dotadas de mais recursos”, acrescentou.

Briga

As grandes produtoras “dispõem de verbas consideráveis de marketing. No minuto em que um aplicativo começa a cair no ranking, elas investem em publicidade para levá-lo a subir de novo”, disse Krishna Subramanian, co-fundador da Mobclix, uma empresa de análise.

Em contraste, as produtoras menores tendem a oferecer mais jogos gratuitos ou por US$ 1 (cerca de R$ 2), a fim de ajudar a elevar o número de downloads.

Desde o seu lançamento, um ano atrás, a App Store deu origem a todo um novo setor de criadores de software. Histórias sobre empresários que enriqueceram com um aplicativo para o iPhone, trabalhando em suas garagens, reforçaram a lenda.

E ainda há recursos de investimento disponíveis, especialmente junto ao iFund, de US$ 100 milhões (cerca de R$ 200 milhões), estabelecido pela Kleiner Perkins Caufield & Byers. O fundo de capital investiu em criadoras de aplicativos como a ngmoco.


iPhone ganha status de plataforma para games

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Recursos do iPhone oferecem vantagens em relação aos videogames portáteis.

Da Reuters
Quarta-feira, 01 de abril de 2009 – 17h29

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Recursos do iPhone oferecem vantagens em relação aos videogames portáteis.

SÃO FRANCISCO – O iPhone, da Apple, surgiu como uma plataforma séria para videogames, concretizando a promessa dos jogos em celulares e se posicionando como um concorrente legítimo dos consoles.

Na Game Developers Conference, em San Francisco na semana passada, houve muita discussão sobre planos de jogos para o iPhone e seu primo iPod Touch, que funciona apenas com o sistema WiFi.

Com cerca de 30 milhões de aparelhos no mercado –17 milhões de iPhones e 13 milhões de iPod Touches–, e acesso a milhares de jogos sempre que desejarem, os consumidores estão comprando e jogando dezenas de milhões de jogos.

Enquanto isso, os criadores de jogos estão mergulhando no mercado com entusiasmo, apresentando novas ofertas em ritmo furioso.

Há quem diga que os recursos únicos do iPhone, como capacidade de GPS, conectividade, tela de toque, e sua grande variedade de conteúdo oferecem vantagens com relação aos aparelhos de videogames portáteis mais estabelecidos, como o Nintendo DS e o Sony PSP.

A série DS já registrou mais de 100 milhões de unidades vendidas, e o PSP tem mais de 50 milhões de vendas desde que os dois modelos chegaram ao mercado no final de 2004.

“O iPhone é uma ameaça a outras plataformas portáteis de jogos”, disse Mitch Lasky, sócio do grupo de capital para empreendimentos Benchmark Capital e ex-presidente executivo da Jamdat Mobile, vendida à Electronic Arts em 2005 por 680 milhões de dólares. “Pode ser algo de imenso”.

A App Store da Apple estreou em julho passado, mas já surgiu toda uma rede de programadores que criou milhares de jogos, que variam de quebra-cabeças e jogos de fliperama a jogos de ação e combate individual. Os programadores ficam com 70% da receita, e a Apple retém 30%.

Os criadores de jogos incluem nomes estabelecidos como a Electronic Arts, Gameloft e Glu Mobile, companhias mais novas como a “ngmoco” e programadores individuais trabalhando de seus cubículos.

Sanette Chao, diretora de relações públicas da Gameloft, disse que a empresa ganhou mais dinheiro vendendo jogos para o iPhone e o iPod Touch nos últimos meses do que em todas as suas vendas a outras operadoras.

“O setor móvel estava esperando pelo momento da virada… O lançamento da App Store foi esse momento”, disse Chao.

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